Operação da policia ambiental e Procuradoria do Trabalho.

Uma fiscalização da Procuradoria do Trabalho e da Polícia Ambiental flagrou, nesta sexta-feira (22), trabalho infanto-juvenil em olarias nas regiões de Araraquara, São Carlos e Ribeirão Preto.
Ao todo, foram fiscalizadas 25 empresas e, em quase todas, foram encontrados funcionários sem registro em carteira.
Em Rincão, foram encontrados três menores trabalhando, sendo um deles filho do dono. A justificativa é a falta mão-de-obra. “Chegou um caminhão para carregar e como só estava minha esposa e meu filho, eu fui até o Taquaral ver se eu achava algum adulto para trabalhar. Só que aqui está escasso isso. Então eu chamei dois meninos e meu filho para poder ajudar”, disse o dono da olaria, Antônio Marcos Didoni.
Os policiais encontraram outras irregularidades em Rincão. Em uma fábrica de tijolos, por exemplo, nenhum funcionário usava equipamento de proteção de individual.
Os trabalhadores não tinham luvas, botas e máscaras, que são obrigatórios. Alguns deles estavam até de chinelos no momento em que os policiais chegaram. As máquinas funcionavam de forma improvisada, sem qualquer tipo segurança. “As partes móveis, as correias, que costumam ser fontes de muitos acidentes, como perda de dedos, mão e até de óbitos. Isso se constatou em praticamente todas as olarias”, disse o procurador do trabalho Rafael Gomes.
Além de todas essas irregularidades trabalhistas, 21 olarias, que estavam sem alvará da prefeitura e sem licença da Cetesb, foram interditadas. “Também temos a falta de controle de resíduo para a atividade como, por exemplo, a destinação de vasilhames de óleo lubrificante”, explicou o comandante da Polícia Ambiental Capitão Luís Gustavo Biagioni.
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